domingo, 5 de março de 2017

Imersão E Competitividade: O "Desafio Infinito" Da Busca Pela Diversão Em Battle Scenes



Imersão: substantivo feminino - Ação ou efeito de imergir(-se); ato ou resultado do processo de mergulhar (alguma coisa) em um líquido; submersão.

Olá jogadores e jogadoras de Battle Scenes!

Sejam bem vindos a esse que é o primeiro texto / pontapé inicial de análises que pretendo fazer sobre aspectos diversos desse nosso querido e apaixonante jogo de cartinhas do universo Marvel! E como primeiro tema, escolhi falar sobre o que pra mim é um dos ingredientes mais legais de BS: A imersão que o jogo proporciona nesse multiverso tão rico e fantástico da Marvel Comics.


Ora, tenho por mim que se você joga BS então é bem provável que você também leia quadrinhos, e ainda que não leia, é bem provável que você ao menos acompanhou os filmes e séries do MCU (Marvel cinematic universe) que na última década moldaram o gênero de super heróis desde a estreia de Homem de Ferro em 2008. Dito isso, é igualmente provável que você tenha os seus personagens prediletos, e que de alguma forma você tente transferir essa paixão para seus decks e escolhas no jogo!

 Vamos ser sinceros: É muito mais gostoso quando a sua vitória vem pelas mãos daquele personagem que você tanto se identifica, não é? Seja um Capitão América erguendo seu escudo e bradando “Avante,Vingadores!” ou as garras de adamantium do Wolverine fazendo em pedaços o personagem do seu oponente, quando por alguns segundos mergulhamos no ambiente de imaginação dentro do jogo, acredito que estamos fazendo muito mais do que apenas pensar em estratégias ou justificar o investimento em dinheiro que fazemos nos cards: Estamos nos divertindo! Verdadeiramente! É como se de certa forma fizéssemos nós parte daquela batalha e nos fosse dada aquela glória de super-herói (ou supervilão, rs).



Mas como em todo jogo de competição, nem sempre nossas escolhas são as acertadas se guiadas pela emoção. O cenário cada vez mais competitivo do jogo e o crescimento que teve no último ano (vide número de participantes do Royal 2016) faz com que cada vez mais nossos decks estejam adequados à realidade do chamado “metagame”, onde muitas vezes aquele nosso tão querido personagem não se adequa... E isso, convenhamos, é às vezes um pouco frustrante.

Quadrinhos  de super heróis são sobretudo a respeito das paixões que esses personagens e histórias despertam em nós, a admiração e impacto que causam. Por isso essa indústria sobrevive por tantos anos e sempre vai sobreviver: são como seres mitológicos que infestam nosso imaginário pop, fazem parte da nossa cultura e identidade.

Uma das coisas que acho mais interessante em jogos de cards é ver como os players transportam suas próprias personalidades para os decks que montam e a maneira que pilotam esses decks. Uns mais agressivos, outros mais cautelosos. Uns que arriscam mais, outros que querem controlar mais as situações de jogo. Talvez você nunca tenha parado para pensar, mas quanto da sua personalidade está no deck que você montou? E quanto do personagem que você mais gosta está na sua personalidade? Não é apenas um jogo de cards ou páginas de gibi se olhamos assim, não é mesmo?

Transportar personagens tão complexos e com tantos anos de história e ainda fazendo com que sejam relevantes para o jogo é, em minha opinião, o maior desafio da Copag com Battle Scenes. Porque todos nós sabemos que os modos de disputas, listas de cards banidos e logística dos produtos são obviamente importantes, mas nenhum desses itens citados tem o peso daquela paixão quase infantil (e por isso mesmo sincera) de lutar com seu herói ou vilão favorito!



Pra você que chegou até aqui, espero que a pequena reflexão deste texto tenha valido a leitura. Suas opiniões e comentários são sempre muito importantes!

Um forte abraço e até a próxima!

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