segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

A Importância do Fair Play Nos Jogos e Na Vida



Olá, Srs.! Estou estreando minha coluna aqui no Laboratório da Arma X, coluna chamada "Mercenário Tagarela", em homenagem a um dos meus personagens favoritos: Deadpool!

Diferente das seções pré-definidas, nesta coluna podemos falar do que quisermos e escolhi um tema que às vez me incomoda em alguns ditos jogadores e que certamente intimida pessoas novas no ambiente: O Fair Play (ou jogo limpo).

O que é o Fair Play?

Nos esportes onde se enfrenta diretamente um oponente o Fair Play é referido como um conjunto de atitudes que beneficiam o bom andamento da competição e permitem que a disputa ocorra de forma natural. Atitudes como cumprimentar o adversário, ser cortês, desejar uma boa partida e tratar com educação a pessoa que está do outro lado são ótimos exemplos de Fair Play, mas infelizmente não é sempre que isto acontece.

Muito jogadores por se acharem superiores tratam com desdém seus oponentes (principalmente os novatos), se recusam a tirar dúvidas ou jogam sujo durante a partida, seja distorcendo as regras ou se aproveitando de situações que seriam moralmente incorretas diante a comunidade de jogadores, fazendo de tudo para que o outro se sinta intimidado.

Posso citar três exemplos nos quais estive envolvido recentemente.

O primeiro deles ocorreu em um campeonato de Battle Scenes, no formato de Afiliações numa loja local, antes da regra de campeonatos contemplar turnos extra, até então após o final do tempo estipulado para a partida o jogador poderia apenas apenas concluir seu movimento já anunciado e a partida era encerrada, adotando-se assim os critérios de desempate para decidir o vencedor. 

O que ocorreu nesta partida em questão foi algo extremamente chato! 

O jogador que estava no controle do turno tinha a vantagem nos critérios de desempate, porém se ele passasse a vez, perderia o jogo. Todas as ações que ele poderia realizar já haviam sido feitas, com exceção apenas de um descarte nada alteraria na partida. Ele ficou enrolando por mais de 15 minutos para acabar o tempo e seguir para os critérios de desempate e ele ganhar! Imaginem o estado de nervos que ficou seu adversário e a revolta de quem acompanhava a partida! Infelizmente as regras não contemplavam este tipo de situação... Mas em se tratando de ser honesto, de jogo justo, de respeito ao adversário e como ser humano, foi uma puta sacanagem! Prefiro perder o jogo e reconhecer minha incapacidade de superar meu oponente à fazer um papelão destes e conseguir uma inimizade por besteira...

Outros dois casos ocorreram no Battle Royal (maior campeonato de Battle Scenes do país, organizado diretamente pela Copag) de 2016.

Recebemos no kit de participação alguns boosters da coleção Ascenção e Queda e neles eu tirei um Odin! Um card Ultra Raro, o maior nível de raridade do jogo e mesmo que fosse a pior ultra rara da coleção, ainda era um motivo para comemorar, não? Na mesa ao meu lado um cara disse "Abri um Raio Negro no booster!", carta considerada por muitos a melhor da coleção. Na intenção de me enturmar e conhecer a galera comentei: "Pow, bacana! Abri um Odin!", o que veio a seguir foi uma cara de desdém da criatura e a seguinte frase: "Só lamento por você!", dando risadas.

A outra situação ocorreu durante uma partida. Utilizei uma ação na minha fase de preparação que me permitia comprar um card e seu custo de incapacitação era 0. A ação em questão era "Avaliar Alternativas" do personagem Barão Strucker. Logo após era vez do meu oponente realizar suas ações ainda em meu turno. Ele usou a ação "Impossível De Se Ver", que possui uma condição: Se ela for a primeira ação usada no turno, ela causa 3 pontos de dano, do contrário causa apenas 1. Eu já havia usado uma ação, então meu oponente causaria apenas 1 ponto de dano, mas ele insistiu que causaria 3 e como já estávamos quase batendo boca, decidi deixar passar pois era o tipo de empasse que eu não vejo como um juiz poderia resolver. Detalhe que eu costumo usar marcadores em cada jogada que faço e o marcador estava claro sobre o Barão Strucker e além disso retomei a memória das jogadas que eu fiz e a contagem de cartas para mostrar que eu estava com o card a mais devido a compra que fiz. De nada adiantou! E mesmo causando seus três pontos de dano ROUBADOS, consegui vencer a partida.

Você joga um card game sozinho?

Esta pergunta pode parecer meio idiota, mas garanto que seu sentido não é. Card games, jogos de tabuleiro,  jogos de dado e afins são jogados pelo menos por duas pessoas (salvo exceções) e se enfrentando, então, não precisa ser muito esperto para compreender que quantos mais pessoas jogarem, melhor para o jogo e melhor para você! O produto venderá mais, você fará mais amizades, terá mais pessoas para trocar, comprar e vender cartas... Pessoas que certamente te farão crescer junto com o jogo e o oposto também é verdadeiro! Acho que ser cordial e ajudar os outros é a escolha certa então, não?

A verdade é que acima de card games, competições e afins, todos somos antes de qualquer coisa seres humanos e a pessoa que está sentada do outro lado da mesa possui uma história que deve ser respeitada! Você pode ter condição de ter as melhores cartas, aquela pessoa não. Talvez para você foi fácil chegar até o ambiente onde estão jogando, mas aquela pessoa pode ter passado por poucas e boas para estar lá. Talvez aquela pessoa teve uma semana de merda e ficou esperando aquelas poucas horas em que ela consegue jogar um jogo que gosta, se distrair com pessoas diferentes e alegrar um pouco o momento difícil pelo qual ela está passando...

Eu não quero ser o babaca que vai estragar um momento bom de uma pessoa... Você quer?

Obrigado por ler este texto, espero que ele tenha te agregado em algo... E lembre-se, não custa nada dar um sorriso, um aperto de mãos e dizer: "Tenha um bom jogo!"



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